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sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Será que eu devo tomar Ritalina?


Muita gente em busca de informações sobre ritalina frequentam este blog e ajudam com seus comentarios a deixa-lo cada vez maior e mais complexo sobre o assunto. (legal, muito obrigado a toda essa gente!) E no meio desses comentarios percebi que a pergunta mais frequente na cabeça dessas pessoas é: "Sera que eu devo tomar Ritalina?"
Escrevi muito sobre isso na época em que comecei a tomar, portanto tive a oportunidade de reler tudo o que eu tinha escrito (incluindo coisas que eu não publiquei) e portanto em pról da sociedade (como um bom anarquista) e todos os que vem aqui em busca dessa pergunta resolvi fazer um relatório sobre o que eu pensava na época e no que penso a respeito disso hoje em dia, enfim, sem mais delongas, veja se voce se identifica com alguma delas e la vai...

Primeira paranóia:
"Sera que eu devo tomar Ritalina?"

Pessoal, Ritalina não é palhaçada, afinal é um remédio que mexe com a cabeça e não se sabe bem como funciona, portanto o que posso dizer é que a pessoa tem de ter certeza (ou talvez uns 80% de certeza) de que tem TDAH, e também identificar em alguem da familia (pai, mãe ou irmão). Um pouquinho é normal, todo mundo tem aquele lance de voltar umas paginas quando ta lendo um livro, bla bla bla, enfim... Mas quando é algo que realmente "Trava" a sua vida, dai fica facil de identificar... Ja li sobre que pessoas com TDAH tem uma tendencia a usar drogas. Portanto: Drogados, só usem Ritalina se for para tratar seu TDAH, caso contrario, é caro, dificil de se obter e pior de tudo, "não da nada, é como tomar uma xicara de café..." só traz contra indicações... (o resto é tudo boatos de pessoas superficiais querendo se aparecer.)

Segunda paranóia:
"Será que eu vou ficar dependente?"

Essa parte pra mim foi foda, porque na real, existe um risco muito alto de a pessoa realmente ficar dependente. Sem falsa modéstias, apesar de todas as infelicidades que o TDAH havia trazido pra dentro da minha cabeça, eu sempre fui muito auto-controlado, portanto acho que pessoas que não tem auto controle para as coisas, devem ter muito cuidado, mas também em contra ponto, o déficit de atenção também é causador desse descontrole, então o meu conselho é conversar bem com o seu psiquiatra e testar o inicio do tratamento e ver no que vai dar, se vai melhorar a sua vida e como voce vai reagir com essa questão de dependencia, portanto escolha um bom profissional.

Terceira paranóia:
"Será que esse(a) Pisiquatra não ta querendo me transformar em um dependente quimico?"

Nas primeiras semanas, ainda com a dosagem alta, eu entrava numas paranoias muito foda, que hoje em dia o que eu penso a respeito era que na época eu não estava acostumado a funcionar normal, tipo, foi uma mudança muito drastica, eu me senti realmente vivo, pude fazer a minha vida funcionar da forma que eu gostaria que ela funcionasse, e essa perda de limitações fazia eu me sentir como um super gênio inteligentissimo, e eu entrava em paranoias do tipo, " e se a psicologa recebe cache da fabricante, pra transformar toda a humanidade em dependentes, ou se forem alienigenas, ou de uma maçonaria, enfim.. teorias ridiculas de conspirações, e ficava me sentindo a mente mais rapida do velho oeste, ou seja, eu tava um chato! nem minha mãe me suportava. Mas conforme foi passando o tempo, e eu fui reduzindo a minha dosagem essa fase de "Guri da Ritalina" passou. Ah, falando de dosagem, ai vem a...

Terceira Paranóia
"Sera que eu não vou perder minha Criatividade?"

Quando o remédio começou a bater afu mesmo, fiquei muito empolgado e comecei a ler um livro que também recomendo, "Get the Things Done", em português acho que é algo tipo "faça as coisas acontecerem, algo assim", o escritor é o David Allen, enfim, comecei a me interessar em produtividade, comprei um organizador pessoal, e dei um ritmo completamente diferente na minha vida, parecia que eu queria recuperar todos os anos perdidos, porém nesse tempo eu entrava numas de que tava perdendo a minha Criatividade, que era a minha principal caracteristica, depois vi na internet algo que publiquei aqui também, sobre as caracteristicas do lado esquerdo e direito do cerebro, e pra não entrar muito em detalhes, sobre minha conclusão disso, resolvi reduzir minha dosagem, e organizei ela em periodos da semana, onde nos finais de semana eu seria um cara mais criativo, e no inicio mais produtivo. Nessa parte eu sentia um impacto muito grande nas mudanças de dosagem alta e baixa e também de abstinencia, de um dia para o outro, tipo essa mudança de ritmo, sobe e desce, dai veio a ultima paranóia.


Quarta Paranóia
"Sera que não vai me fazer mal?"


Ainda nesse inicio de tratamento e suas tormentas de paranóias, eu comecei a reduzir a minha dosagem, porque eu me sentia muito anfetaminado, me irritava facil, e fazia tempestades em copo d'agua. Acho que é nessa parte que se abriu-se 2 caminhos, porque eu não me importei em reduzir a quantidade, ou seja, eu não era um dependente, esse foi o fim da paranoia numero 2, e por consequencia a redução da dosagem foi sendo o fim de todas as paranóias consequentes, e elas passaram a ir embora da minha vida. Mas surgiu essa ultima paranóia, que eu resolvi da seguinte forma, comecei a usar dosagens minimas, e não fazer mudanças bruscas. Com o tempo passei a tomar muito pouca Ritalina, hoje em dia tomo só de vez em quando quando preciso me manter mais produtivo, aprendi a organizar isso de forma natural na minha vida, sem ser um "super empresario time manager" e também sem ser um "fracassado que não consegue fazer nada do que quer." Agora mesmo faz quase 2 meses que não tomo ritalina, e com certeza, antes de eu iniciar o tratamento, eu nunca consegueria escrever por tanto tempo todo esse post que escrevi agora, sem abandona-lo pela metade pra terminar no que a minha cabeça julgaria de "outra hora" e que na verdade resistiria até agora em voltar a terminar, prolongando para sempre mais um problema ocupado um espaço inconsciente da minha cabeça.

Conclusão:
Leiam e tirem as suas, mas principalmente, tomem uma decisão sabia para a sua vida e seja feliz.

Continuem colaborando nos comentarios, Abraço e boa sorte a quem leu!

terça-feira, junho 17, 2008

Ritalina da Espinhas?


Hoje recebi um comentário no meu Post Ritalina, publicado há um tempo atrás, onde um leitor me perguntou se Ritalina da espinhas.... A principio achei a pergunta meio estranha, mas a verdade é que logo me lembrei de que bem no início, quando eu comecei a tomar o medicamento, aparecia algumas espinhas estranhas em meu corpo, geralmente na perna, ou nos braços, e eram espinhas grandes e doloridas, mas não muito inflamadas... De fato eram meio raras, pois eu nunca tive problemas com espinhas. Mas isso aconteceu por um período muito curto, e depois nunca mais. Na época lembro de ter chegado a suspeitar que talvez fosse por causa da Ritalina, mas como era um período de muitas paranóias na minha vida, (isso aconteceu comigo quando comecei a tomar o remédio...) e também como não incomodou mais depois, eu acabei esquecendo. Enfim, a minha resposta para a pergunta é: "Não sei"! Talvez... Acho que só um especialista poderia dizer se de fato isso aconteceu por causa do medicamento ou não, mas fica aqui constado a minha experiência a respeito, e espero ter ajudado, pelo menos um pouco. Fica aberto os comentários para quem quiser relatar algo a respeito.

domingo, junho 08, 2008

Ritalina = Metilfenidato

Muita gente vem aqui em busca de informação sobre a Ritalina, medicamento que eu tomo conforme ja descrevi em alguns posts anteriores, e me enviam email, e comentários querendo saber mais a respeito. Confesso que me sinto lisonjeado por poder ajudar essas pessoas assim como consegui ajudar a mim mesmo até iniciar o tratamento com o medicamento. Enfim, infelizmente eu acabo não conseguindo responder tantos emails, então para tentar automatizar um pouco as coisas em prol dos meus leitores, segue uma breve descrição segundo o Wikipédia do nome da substância química utilizada na Ritalina, o Metilfenidato. Espero que ajude.

"Metilfenidato é uma substância química, utilizada como fármaco do grupo das anfetaminas com ação no lóbulo pré-frontal. É usada para tratamento medicamentoso dos casos de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

Pesquisas atuais demonstram que sua utilização é altamente recomendada nos casos em que o tratamento terapêutico e o acompanhamento familiar já foram iniciados. A TDAH é um transtorno metabólico neural, que resulta em comportamentos mal adaptados; o metilfenidato pode favorecer a quebra do "círculo vicioso" criado pela hiperatividade em especial.

Como toda medicação, o metilfenidato deve ser usado e dosado por profissional médico especializado neste tipo de transtorno. Por ser uma medicação psicoestimulante, seu uso provocaria uma maior produção e reaproveitamento de neurotransmissores, a exemplo: dopamina e serotonina.

Entretanto, há controvérsia sobre a produção e reaproveitamento da serotonina pelo cérebro das pessoas portadoras do TDAH. Especialistas no transtorno, atualmente, não crêem que haja prejuízo no controle deste neurotransmissor, ao contrário do que ocorre com a noradrenalina."


Para informações mais aprofundadas segue o link do artigo no Wikipedia: Metilfenidato
Leia também: Transtorno do Deficit de Atenção com Hiperatividade

Fui!

quinta-feira, outubro 18, 2007

Ritalina

Finalmente voltei a tomar minha "Rita" e ergui a bandeira branca de trégua, é, fui obrigado a dar o braço a torcer... depois de muito relutar contra minhas paranóias definitivamente me convenci de que realmente minha psicóloga tinha razão... eu tenho um distúrbio mental! e não posso ficar sem medicação. Me lembro de que antes de começar a tomar o medicamento eu procurei me informar sobre a ritalina na internet, porém nunca encontrava um conteúdo que me convencesse, então pra servir de referência para aqueles que como eu buscam saber mais sobre o medicamento, vou contar um pouco da minha história.
Desde pequeno tive dificuldades de manter minha atenção, mas isso não significa que eu sou aqueles abobados que não presta atenção em nada, pelo contrário, me dedico ao que estou fazendo, o meu problema sempre foi em ter vontade de fazer tal coisa, começo a fazer uma coisa, e não termino porque ja quero fazer outra, e logo me desinteresso por ela.. e assim por diante. . Quando resolvi buscar ajuda na psiquiatra, desconfiava muito sobre o medicamento, óbvio que no começo eu tava loco pra tomar pra curtir uns efeitos psicotrópicos e tal, mas logo que comecei a tomar foi uma maravilha, minha vida evoluiu muito em questão de uma a 2 semanas, era uma diferença notável, porém comecei a me sentir dependente do medicamento, e isso me causou uma paranóia,, resumindo, eu achava que estavam tentando me viciar pra ficar tomando meu dinheiro. Resultado, parei de tomar a Ritalina, e o pior, demorei 2 meses pra perceber o quanto minha vida ficou desleixada... ou seja, por conta própria percebi que eu estava errado. Me arrependi de ter parado de tomar e agora comecei a tomar de novo... portanto se você esta passando por paranóias parecidas, ai vai meu conselho. Toma essa Ritalina e Não viaja! Mais além contarei mais sobre minhas novas experiências...

segunda-feira, julho 09, 2007

Ritalina ou não Ritalina, eis a questão...


Há um mês comecei a tratar uma distúrbio que sempre me acompanhou desde a minha infância, TDAH, ou seja.. deficit de atenção.. na real, eu ainda não me convenci de que isso seja um distúrbio, afinal é uma característica que define a minha personalidade, tenho que admitir que uns 80% da minha criatividade, vem graças a esse meu "distúrbio", não vejo nada de errado em ser pensante e não impor limites pra isso, eu sempre fui feliz assim, o problema na verdade não está em mim, e sim em como eu me encaixo na sociedade sendo uma pessoa dessa maneira, ou seja, não encaixo.. pessoas com TDAH tem dificuldades em cumprir tarefas monótonas e repetitivas, ou cumprir horários e agendas.. ou seja, cumprir! consequentemente correm o risco de ser tachadas de VAGABUNDO! (que ironia não? deveria eu mudar o domínio do blog??? bom...) Eu sempre me senti mais a vontade em tarefas como, pintar, escrever, tocar ou simplesmente ficar cultivando ideias, projetos.. ou seja, coisas que não exijam uma atenção extremamente focal, apenas um pouco de tempo sobrando e em maior parte, criatividade... afinal meu ponto forte sempre foi a criação, porém, transformar essas ideias e projetos em coisas concretas é a parte em que exige exatamente o meu ponto fraco! ai que entra a Ritalina! (pilulas anti-Haroldo, vide charge ao lado) Tenho que confessar que desde que comecei a tomar o medicamento, notoriamente passei a ser uma pessoa ultra produtiva, com horário pra tudo, e minha vida profissional realmente passou a evoluir, mas admito que no fundo além de me sentir meio mal por depender de um medicamento que sei la de onde vem, e quantas mãos "embundadas" passaram por ali antes de ele ser embalado, eu me sinto um pouco traidor comigo mesmo, sinto até uma certa dualidade.. como se eu tivesse apagando o meu verdadeiro eu, e ainda pra completar, minha psicóloga vem com uns papos tipo, "agora tu é um novo edner", "esquece o velho edner ja era".. PORRA!!! eu não quero deixar de ser eu mesmo caralho.. será que ela acha que isso é um comentário que me deixa feliz??? hahaha bom, de qualquer forma, me encontrei em uma incógnita e em uma das situações de que eu mais odeio na vida... o peso de tomar uma decisão drástica, que ira afetar todas as jogadas do "resto do tabuleiro".. tomar ou não tomar ritalina? Ser ou Não ser, eu mesmo... eis a questão...